AML alerta para fraudes com IA e orienta médicos sobre proteção de imagem e reputação
Por Comunicação AML - Infinita Escrita
*imagem: Magnific
Com o avanço das deepfakes, criminosos utilizam imagem e voz de profissionais para anúncios falsos; assessoria jurídica da AML detalha protocolo de segurança
A Associação Médica de Londrina (AML) alerta seus associados sobre o crescimento de crimes cibernéticos que utilizam Inteligência Artificial (IA) para manipular a imagem de médicos. O golpe, conhecido como deepfake, cria vídeos onde o profissional aparece dublando roteiros fraudulentos para a venda de produtos ou prescrições indevidas, gerando riscos de responsabilidade ética e civil.
O uso não autorizado da imagem médica em ambiente digital exige uma resposta rápida para mitigar danos à honra do profissional perante pacientes e o Conselho Regional de Medicina (CRM). Segundo o advogado Roberto Severo, assessor jurídico da AML, a proatividade é a melhor defesa. "A adoção de medidas imediatas demonstra zelo profissional e é fundamental para afastar qualquer responsabilidade sobre atos praticados por criminosos", explica.
Para orientar os médicos que venham a ser vítimas dessa modalidade de fraude, Severo estabeleceu um protocolo de proteção dividido em cinco etapas:
- Preservação de evidências: antes de qualquer tentativa de remoção, o médico deve salvar as URLs (links) e realizar gravações de tela (screen recording) dos vídeos e perfis falsos.
- Segurança jurídica: é recomendável elaborar uma Ata Notarial em Cartório de Notas. Este documento garante que as provas tenham validade jurídica incontestável em eventuais processos.
- Denúncia nas plataformas: utilize as ferramentas das redes sociais (Instagram, YouTube, TikTok) marcando as opções de "Falsa Identidade" ou "Uso Indevido de Imagem".
- Esfera policial e administrativa: o registro de um Boletim de Ocorrência por fraude eletrônica é indispensável. Além disso, o médico deve protocolar um comunicado administrativo ao CRM para gerar um rastro documental de que é vítima da situação.
- Gestão de crise: o profissional deve publicar uma nota oficial em seus canais verificados alertando sobre a fraude e instruir sua equipe de recepção para responder a pacientes enganados de forma padronizada.
O assessor jurídico reforça que o médico não deve interagir diretamente com os invasores nos comentários, para evitar que o algoritmo da rede social aumente o alcance do vídeo falso.
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