AML recupera cadeira no Conselho Municipal de Saúde e reforça atuação nas políticas públicas de Londrina

AML recupera cadeira no Conselho Municipal de Saúde e reforça atuação nas políticas públicas de Londrina

Foto: Willian Rosa

Por Comunicação AML - Infinita Escrita (Mariana Guerin)

A Associação Médica de Londrina vive um momento histórico de retomada da sua participação ativa nas discussões sobre saúde pública no município. Durante a última reunião mensal da diretoria, realizada no dia 20 de maio, a presidente da AML, Dra. Rosana Ceribelli Nechar, destacou a importância da criação da Comissão de Saúde Pública da instituição e a recente participação dos representantes da entidade na Pré-Conferência Municipal de Saúde de Londrina.

A iniciativa marca o reingresso da AML enquanto entidade representativa no Conselho Municipal de Saúde, espaço estratégico para a construção de políticas públicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse momento está sendo muito especial, porque estamos comemorando o reingresso da nossa Associação Médica enquanto entidade no Conselho Municipal de Saúde. Isso é extremamente importante para a Medicina e para a sociedade”, comemorou a presidente da AML.

Segundo ela, a Comissão de Saúde Pública da AML foi criada com o objetivo de ampliar a participação médica nas discussões relacionadas à gestão pública da saúde, aproximando os profissionais das decisões que impactam diretamente a assistência à população.

Entre os integrantes da comissão estão os médicos associados Dra. Josemari Sawczuk de Arruda Campos, Dr. Mario Utiamada, Dra Maria Aline Mortati, Dra. Simone Narciso e Dr. João Campos.

Participação ativa na Pré-Conferência Municipal

A comissão representou a AML na Pré-conferência Municipal de Saúde do Segmento de Trabalhadores, realizada no Hospital da Zona Sul, na terça-feira, 19 de maio. Além das doutoras Josemari e Maria Aline, a Dra. Rosana Nechar e o Dr. Antonio Nechar Jr., membro da Comissão de Ética da AML, representaram a Associação Médica na pré-conferência. “Graças a essa comissão super atuante, conseguimos construir propostas muito bem elaboradas e reconquistar essa vaga”, ressaltou a Dra. Rosana.

De acordo com ela, durante a conferência, a AML apresentou propostas estruturadas dentro dos quatro eixos exigidos pelo Conselho Municipal de Saúde, contribuindo para discussões que poderão avançar posteriormente para as etapas estadual e nacional. E isso proporcionou à Associação Médica recuperar sua cadeira no Conselho Municipal de Saúde, com a representação da Dra. Josemari Campos, que terá o Dr. Mario Utiamada como suplente.

“Para mim, é uma missão poder contribuir para recolocar a Associação Médica de Londrina como protagonista na roda de discussões de Saúde Pública em Londrina. Relembro que a foi a Associação Médica que, antes de qualquer outra, organizou a assistência em saúde em Londrina,  no início da década de 1940”, recordou a Dra. Josemari.

“Os valentes médicos pioneiros que enfrentaram os muitos surtos de doenças na região, quando, no início da formação da cidade, organizaram a instituição, visavam, dentre outras coisas, estar unidos e atualizados para bem conduzir os trabalhos e enfrentar os desafios que eram muitos. Os médicos  devem, sim, ser protagonistas na Saúde Pública e este pensamento deve persistir ao longo dos anos”, relembrou a médica, que é pediatra e epidemiologista da Autarquia Municipal de Saúde e já foi secretária de Saúde de Londrina.

Propostas robustas e estratégicas

As propostas apresentadas pela AML na Pré-Conferência Municipal de Saúde reforçam o papel estratégico da entidade na construção de políticas públicas voltadas à excelência da assistência médica, inovação tecnológica e fortalecimento do SUS. 

Entre os principais pontos estão a atuação institucional da AML como ponte técnica entre os profissionais da linha de frente e os gestores públicos, contribuindo para a elaboração de protocolos clínicos e diretrizes que garantam segurança ao paciente e qualidade assistencial. 

A entidade também propôs o incentivo à pesquisa regional, com foco em estudos epidemiológicos voltados à realidade do Norte do Paraná, além da criação de políticas municipais de inovação em saúde, integrando universidades, Polo de Saúde, ambientes de inovação e a Autarquia Municipal de Saúde para o desenvolvimento de algoritmos nacionais de Inteligência Artificial aplicados à regulação e triagem no SUS.

Outro eixo importante das propostas envolve soberania tecnológica, valorização profissional e fortalecimento da atenção básica. A AML defende que plataformas de telemedicina utilizadas pela rede pública priorizem sistemas nacionais integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), protegendo informações sensíveis da população e fortalecendo a autonomia digital brasileira. 

A entidade também propõe a criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários específico para médicos da Atenção Primária, com incentivos para atuação em regiões vulneráveis e distritos rurais, buscando reduzir a rotatividade de profissionais e ampliar o vínculo médico-paciente. 

Além disso, a AML defende medidas de proteção ao Ato Médico e combate à precarização das relações de trabalho no SUS, garantindo autonomia clínica, segurança ética e condições dignas de atuação para os profissionais da saúde.

Para o eixo 4, que fala de modelos de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral, a AML acrescentou a proposta de implementação das parcerias entre o setor público e as ONGs de proteção animal, para diagnóstico precoce e controle de zoonoses, controle das populações de animais de rua através de castrações e da intensificação de educação dos profissionais de saúde e da população acerca da importância do cuidado dos animais para o bem- estar e qualidade de vida para as pessoas.

“Destaco a participação do gerente administrativo da AML, Willian Rosa, que nos assistiu em todas as etapas da pré-conferência, desde organizar as reuniões online, até a sistematização das propostas, dentro do prazo”, lembrou a Dra. Josemari Campos.

‘Precisamos ocupar esse espaço’, afirma Dr. Mario Utiamada

Para o médico intensivista Dr. Mario Utiamada, diretor da Comissão de Acessibilidade da AML, a presença da categoria médica nesses ambientes é fundamental para garantir representatividade técnica e fortalecer as decisões relacionadas à saúde pública.

“O Conselho Municipal de Saúde é o espaço onde realmente temos representatividade como trabalhadores da saúde. É nele que, junto aos gestores, usuários e demais profissionais, são definidas as prioridades e diretrizes da saúde pública para os próximos anos”, explicou.

Dr. Mario também destacou a importância de integrar profissionais experientes e novas lideranças médicas nas discussões. “É muito importante ver médicos experientes e também novas gerações participando desse processo. Precisamos ocupar esse espaço e contribuir com propostas que fortaleçam a saúde pública”, afirmou.

Aproximação entre saúde pública e suplementar

A médica de família e comunidade Dra. Maria Aline Mortati, associada AML, destacou que a participação na conferência permitiu uma maior aproximação entre os médicos e os debates sobre a realidade do SUS em Londrina.

“Foi a primeira vez que participei de uma Pré-Conferência Municipal de Saúde e percebi o quanto esse ambiente é importante para aproximar os médicos das discussões sobre saúde pública”, comentou.

Segundo ela, a atuação da AML também ajuda a integrar profissionais que atuam exclusivamente na saúde suplementar e privada. “A saúde pública reflete diretamente em toda a rede de assistência, inclusive na suplementar. Estar a par do que acontece no município é extremamente relevante”, disse. 

Dra. Maria Aline ainda ressaltou que as propostas apresentadas pela AML foram bem recebidas durante a conferência. “Foram propostas muito bem aceitas e elogiadas ao final do encontro. É uma oportunidade de aprendizado e também de colaboração com a construção de melhorias para o sistema de saúde”, concluiu.

Novo momento institucional da AML

A retomada da participação no Conselho Municipal de Saúde reforça o posicionamento institucional da Associação Médica de Londrina como protagonista nas discussões estratégicas sobre saúde pública, assistência médica e desenvolvimento do setor no município. 

Para a presidente Rosana Ceribelli Nechar, o trabalho da Comissão de Saúde Pública representa um avanço importante para a entidade. “Vocês são motivo de orgulho para a nossa associação médica. Estamos resgatando um espaço extremamente relevante e fortalecendo a participação dos médicos nas decisões que impactam diretamente a saúde da população”, finalizou.

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