Ministério da Saúde alerta para risco de reintrodução do sarampo durante a Copa do Mundo

Ministério da Saúde alerta para risco de reintrodução do sarampo durante a Copa do Mundo

Foto: Rafael Nascimento/MS

Por Comunicação AML - Infinita Escrita com Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica Conjunta nº 116/2026-DPNI/SVSA/MS com um alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo no Brasil em razão da Copa do Mundo da FIFA 2026, que será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. O documento atualiza as recomendações de vacinação para viajantes brasileiros que irão acompanhar o evento e reforça a necessidade de manter a vigilância epidemiológica ativa em todo o território nacional.

Segundo a nota técnica, os três países-sede enfrentam surtos ativos de sarampo, com transmissão contínua do vírus. Somente no México já foram registrados mais de 8 mil casos em 2026, enquanto os Estados Unidos somam mais de 1,6 mil casos e o Canadá mantém circulação endêmica da doença, tendo perdido a certificação de país livre do sarampo neste ano.

O Ministério da Saúde destaca que o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por gotículas respiratórias, podendo se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas, cenário típico de eventos esportivos internacionais de grande porte.

Apesar de o Brasil manter desde 2024 o status de país livre da circulação endêmica do vírus, o Ministério considera o risco de reintrodução “alto” devido ao intenso fluxo internacional de viajantes e à existência de pessoas não vacinadas no país. Em 2025, 94,7% dos casos confirmados de sarampo no Brasil ocorreram em indivíduos sem histórico vacinal.

A recomendação é que todos os viajantes verifiquem a situação vacinal pelo menos 15 dias antes do embarque. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral. Pessoas entre 12 meses e 29 anos precisam comprovar duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada.

O Ministério também orienta atenção a sintomas como febre, manchas vermelhas pelo corpo, coriza e conjuntivite durante ou após a viagem. Em caso de suspeita, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente e informar o histórico de viagem internacional.

A pasta reforça que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir surtos e proteger a população brasileira diante do cenário epidemiológico internacional atual.

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