AML Cultural recebe atrações do 46º Festival Internacional de Música de Londrina de 13 a 17 de julho

AML Cultural recebe atrações do 46º Festival Internacional de Música de Londrina de 13 a 17 de julho

A cantora Keidma abre a programação do FIML na AML Cultural com tributo à Gal Costa/ Foto: Divulgação

Programação no teatro da Associação Médica de Londrina, sempre às 19 horas, terá repertório que vai da MPB ao jazz

Por Comunicação AML - Infinita Escrita (Mariana Guerin com assessoria de comunicação)

O 46º Festival Internacional de Música de Londrina (FIML) será realizado de 10 a 19 de julho com programação artística intensa, que terá novamente como um dos palcos o teatro da AML Cultural.

Entre os destaques da programação estão a Orquestra Sinfônica do Festival, formada por projetos sociais de todo o Brasil, Orquestra Sinfônica do Paraná, Mônica Salmaso e André Mehmari, Orquestra Jovem de Toledo (EUA), Maria Teresa Madeira, Erika Ribeiro, entre outros artistas. 

A programação na AML Cultural acontecerá sempre às 19 horas e os ingressos estão à venda no site do festival a R$ 40 e R$ 20, a meia entrada. Confira os shows:

 

13/07 (segunda-feira) 

Em Gal Costa Eternamente, a cantora Keidma Juliana homenageia uma das mais talentosas cantoras da Música Popular Brasileira evocando, com delicadeza e honestidade, as diversas facetas da baiana ao longo de sua carreira. No palco, a performance é corpo e voz. Keidma se move, interage com o público e rememora imagens afetivas da cantora tropicalista, fazendo a plateia entoar clássicos de Gal. Soprano com experiência em concertos, óperas e espetáculos musicais, Keidma é também professora de técnica vocal e produtora cultural, com atuação consolidada na cena artística regional. Acompanham o show o baterista Fabiano Rodrigues, o contrabaixista Dago Vilela, o saxofonista Gabriel Peixoto e o pianista Júnior Oliveira. 

 

14/07 (terça-feira) 

Em Do tango ao jazz, o Septeto Reunion revisita o encontro histórico entre Astor Piazzolla e Gerry Mulligan, gravado no disco Summit em 1974. O grupo londrinense completa o repertório com composições brasileiras arranjadas especialmente para a formação. Uma noite de música instrumental de alto nível, na programação do Circuito Pé Vermelho. A combinação entre referências internacionais e a identidade brasileira é uma das marcas do trabalho do Septeto Reunion, que ao longo de quase uma década construiu repertório e linguagem próprios. 

 

15/07 (quarta-feira)

“O Outro Lado do Rio” marca a nova fase na carreira de Tetê Devides, cantora que viveu intensa atividade musical nos anos 1980, passando por festivais universitários e por projetos memoráveis como o Seis e Meia, da Funarte. Nos anos 1990, fez uma pausa para se dedicar à Arquitetura, mas nunca deixou de cantar nem de acompanhar de perto o melhor da música brasileira e latino-americana, suas duas grandes paixões. O espetáculo tem roteiro de Mauricio Arruda Mendonça, dramaturgo que costurou textos entre as canções, com arranjos do músico Cilas Rocha. O nome do show nasceu da canção “El Otro Lado del Río”, de Jorge Drexler, que inspirou uma reflexão poética sobre a relação do Brasil com a América Latina. 

 

16/07 (quinta-feira) 

Diogo Morgado começou sua história com a música em 1998, seguindo uma trajetória musical consistente. As produções que transitaram do soul ao reggae e a participação em festivais como o MDBF e Mountreux Jazz criaram a base para esse trabalho. Em 2016 nasceu o projeto Morgado, que une o sentimento do blues à energia do soul. Com a Sara Delallo no baixo e Marco Padovez na bateria, a banda conta com um groove especial e uma textura característica criada pelas guitarras de Daniel Boaro e Morgado, consolidando uma identidade própria, presente em toda a proposta.

 

17/07 (sexta-feira)

Os pianistas Mateus Gonsales e Paulo Braga apresentam o show “PianoDuo”, que celebra o lançamento do mais novo álbum. O repertório reúne releituras autorais de grandes compositores-pianistas brasileiros, como Laércio de Freitas, Tenório Jr., Chiquinha Gonzaga e Thiago Costa, ao lado de composições originais da dupla. A proposta explora o encontro entre o piano acústico e o piano elétrico, ampliando as possibilidades tímbricas da formação e resultando em uma sonoridade envolvente. Entre tradição e inovação, os dois pianistas constroem interpretações marcadas pela improvisação e pelo diálogo constante entre os instrumentos. Mateus Gonsales é pianista, compositor e arranjador londrinense, com passagem pelo Conservatório de Tatuí e pela UEL. À frente de seu trio e do projeto Duo Clavis, já se apresentou em palcos do Brasil, dos EUA, do Peru e da Argentina. Paulo Braga, pianista e compositor de Jundiaí, é parceiro de Arrigo Barnabé desde 1988 e já atuou como solista de orquestras como a OSESP. Juntos, os dois artistas revelam todo o potencial criativo dessa formação singular.

 

As inscrições para os cursos, oficinas, residências artístico-pedagógicas e masterclasses  terminam nesta quarta-feira, 8 de julho. Neste ano, são 39 modalidades pedagógicas com professores convidados do Brasil e de outros países, abrangendo áreas como regência, teoria musical, orquestra, grupos instrumentais, bandas, voz, kids e oficinas especiais.

Segundo a diretora pedagógica do festival, Magali Kleber, o FIML mantém a identidade de ser inclusivo, “acolhendo a todos nos mais diferentes níveis de conhecimento musical, conectando pessoas de todas as faixas etárias, com repertórios que mesclam os diferentes estilos e estéticas, promovendo um caldo musical que mescla a tradição, o novo, e também a criação, fruto dos trajetos musicais que o Festival oferece”.

Destaque para a formação vocal

Entre as novidades desta edição, a formação vocal ganha atenção especial. Além dos tradicionais Coros Infanto-juvenil e Adulto, o festival recebe a maestrina colombiana Yuli Gaitan, que abordará no curso Canto Possível para Todos, informações sobre técnica vocal, prática coral e cuidados com a saúde da voz, “respeitando as características individuais e a experiência prévia de cada participante”, destaca Magali.

Para crianças e para todos

O FIML também reserva espaço para o público infantil, com cursos de Musicalização, Flauta Doce, Coro Infanto-juvenil e Banda de Garagem, um dos mais procurados, no qual os participantes vivem a experiência de tocar em conjunto.

Entre as oficinas especiais, a programação vai do curso de Trilha Sonora para Cinema e Televisão a uma oficina voltada especialmente para professores, monitores e equipes de projetos sociais, com foco em iniciação, ensino coletivo e orquestral, desenvolvimento avançado e gestão pedagógica.

Residências artístico-pedagógicas

Uma das principais novidades desta edição são as Residências Artístico-pedagógicas, programa que une performance, aprendizado, prática e vivência profissional em música, por meio de práticas imersivas. As residências vão ocorrer em cursos como as oficinas de Choro, Samba, Piano Brasileiro Contemporâneo e Oficina de MPB em comemoração aos 100 anos do compositor e multi-instrumentista Moacir Santos, nome fundamental da MPB.

Para Magali Kleber, as residências representam o amadurecimento de décadas de festival. “Estamos oferecendo uma modalidade muito específica e inovadora dentro de um festival, possibilitando uma experiência com muitas conexões. Graças aos nossos professores, podemos acolher quem tem interesse em performance, em estilo, conhecimento da estrutura musical, mas também os interessados em participar como ouvinte ativo. Nossos professores estão preparados para acolher a diversidade. Esse é o DNA do festival de Londrina.”

FIML é ‘Pontão de Cultura’

A Associação de Amigos do Festival Internacional de Música de Londrina, entidade responsável pela organização do evento, recebeu a certificação de Pontão de Cultura pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Com o reconhecimento, o FIML passa a atuar oficialmente como articulador e mobilizador de Pontos de Cultura em nível regional e nacional, assumindo um papel estratégico dentro das políticas públicas culturais do país, conectando, fortalecendo e desenvolvendo outros Pontos de Cultura e projetos sociais de música espalhados pelo Brasil.

A certificação também integra o festival à Política Nacional Cultura Viva, programa do governo federal que amplia o acesso a incentivos e ao intercâmbio cultural. Na prática, isso significa mais possibilidades de apoio institucional e maior capacidade de impacto para as ações que o FIML já desenvolve junto à comunidade: oficinas, masterclasses, programas de inclusão para estudantes da rede pública e apoio a orquestras de periferia.

“Esse reconhecimento coloca Londrina na rota das cidades que desenvolvem projetos inclusivos, projetos culturais e artísticos, comprometidos com a inclusão e a acessibilidade”, afirma Magali Kleber, presidente da Associação de Amigos do FIML e diretora do festival.

O evento tem direção artística de Eduardo Assad Sahão e direção pedagógica e geral de Magali Kleber. O 46º FIML é uma promoção da Prefeitura de Londrina - PROMIC, Governo do Estado do Paraná e da Associação de Amigos do FIML.

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